Agência Câmara
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Líder do PT diz que partido votará contra decreto de intervenção no Rio

Petistas acreditam que decreto não tem como objetivo principal enfrentar o problema no Rio e, sim, esconder a incapacidade do governo de aprovar a reforma da Previdência

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 17h49

BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), afirmou nesta sexta-feira que os deputados e senadores do partido votarão contra o decreto que determinou intervenção do governo federal na área da segurança do Estado do Rio de Janeiro. Para o petista, o decreto, assinado hoje pelo presidente Michel Temer, teve objetivo político de esconder a incapacidade do Palácio do Planalto de angariar os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência.

"Nossa opinião e nossa orientação para as bancadas será no sentido de que o PT votará contra esse decreto. Votaremos contra esse decreto", declarou Pimenta em entrevista, ressaltando que acertou a decisão com o líder da legenda no Senado, Lindbergh Farias (RJ).

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A previsão é de que o decreto seja votado até a próxima terça-feira, 20, na Câmara, e até quinta-feira, 22, no Senado. Para ser aprovado, são necessários apenas os votos favoráveis da maioria dos parlamentares presentes na votação.

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"Entendemos que a medida não tem como objetivo principal enfrentar o problema da segurança no Rio e, sim, responder a situação delicada e crítica que envolve o governo e sua incapacidade de cumprir sua agenda, em especial a reforma da Previdência. Essa ação anunciada hoje tem muito mais o objetivo político do que operacional", acrescentou o líder do PT na Câmara.

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