Líder do PT defende que Câmara vote projeto sobre abuso de autoridade na próxima semana

Carlos Zarattini afirmou que vai pressionar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2017 | 13h43

BRASÍLIA - Um dia depois de a Polícia Civil realizar uma operação de busca e apreensão na casa de Marcos Cláudio, filho adotivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), defendeu a retomada da discussão do projeto para punir abuso de autoridade pela Câmara.

Zarattini afirmou que vai pressionar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele coloque a matéria em votação já na próxima semana.  

“Estamos vivendo no Brasil um verdadeiro abuso das autoridades policiais, que fazem perseguições a pessoas, não só da política, mas também a pessoas comuns”, disse.

O projeto, que foi aprovado pelo Senado em abril, endurece as punições por abuso de autoridade atribuídas a agentes públicos, incluindo juízes, promotores e policiais.

Na terça-feira, 10, policiais revistaram a residência do filho de Lula após denúncia sobre uso de drogas no local. Nada foi encontrado.

DENÚNCIA

​Zarattini também elogiou a declaração de Maia de que não irá mais colocar em votação medidas provisórias enviadas ao Congresso pelo governo. Para o líder petista, a decisão do presidente da Câmara mostra que “existe uma degradação da base” e que isso poderá ter reflexo na votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. “O que está pintando é uma surpresa e pode haver inversão de números”, disse.

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