Líder do PT defende diálogo para aprovar reforma

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), defendeu hoje um diálogo com a oposição para aprovar a reforma tributária, mas alfinetou: "Espero que a oposição retire o olho de 2010. O desafio do Brasil não é pensar em 2010", disse Fontana. Para o deputado, a oposição errou ao rejeitar a CPMF, referindo-se às eleições gerais, daqui a dois anos. Para o líder, a prioridade do governo é aprovar este ano uma reforma tributária que seja amplamente debatida com setores expressivos como governadores e prefeitos. "Não vamos aprovar uma reforma se não for encarada como uma questão de Estado", disse, concordando, porém, que a aprovação será "uma tarefa difícil" por conta das eleições municipais.A orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o líder, é fazer o maior número de alianças possíveis dentro da base aliada nas eleições para prefeitos. "Não podemos deixar que a disputa municipal interfira no projeto nacional e prejudique as eleições de 2010", afirmou. Em relação à agenda deste ano na Câmara, Henrique Fontana disse que na primeira terça-feira após o Carnaval, haverá uma reunião dos líderes dos partidos aliados com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, para acertar a agenda da Câmara e buscar a sintonia da base.Pelo cronograma do governo, até o final de fevereiro a reforma tributária será enviada ao Congresso. A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é fazer duas reuniões do Conselho Político em fevereiro, sendo que na segunda - ainda sem data marcada - serão discutidos os últimos ajustes no projeto elaborado pelo Ministério da Fazenda. Antes da reforma tributária chegar ao Congresso, os governistas estarão mobilizados para aprovar duas Medidas Provisórias. Uma aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e outra cria a TV Pública. Para o líder do governo, o ideal é montar uma agenda viável, pois não adianta os ministros pedirem a votação de vários projetos que nem sempre são prioridade.

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