Líder do PT condena articulação paralela de petistas

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), condenou hoje as movimentações paralelas de petistas que se lançaram em negociações ostensivas sobre o nome do substituto de Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais do Planalto. Ele afirmou que "é fundamental colocar um ponto final nessa disputa em nome da unidade da bancada e do governo".

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

09 de junho de 2011 | 17h13

A crítica de Teixeira mira as articulações encabeçadas pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), à sua revelia. Na manhã de hoje, Vaccarezza, acompanhado do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado João Paulo (PT-SP), e do vice-líder José Guimarães (PT-CE), se reuniu com lideranças do PMDB - senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) - e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Oficialmente, Vaccarezza alegou que o tema das conversas era o novo rito das medidas provisórias. Nos bastidores, entretanto, a pauta das reuniões foi a sucessão de Luiz Sérgio. "Nenhuma movimentação se legitima enquanto ele ainda estiver no cargo", destacou Teixeira, lembrando que, apesar dos rumores de demissão do ministro, oficialmente, ele ainda está no cargo. O Palácio do Planalto ainda não confirmou a saída de Luiz Sérgio do cargo.

Teixeira acrescentou que aguardará a definição das mudanças na articulação política, iniciadas com a demissão de Antonio Palocci na Casa Civil, para iniciar movimentos voltados à pacificação da bancada. "É preciso cessar de vez essa disputa", afirmou.

Desde a derrota de Vaccarezza para o gaúcho Marco Maia (PT) na disputa pela presidência da Câmara, o clima de conflagração na bancada federal do PT agravou-se. No auge da crise política, o nome de Vaccarezza despontou como favorito para a sucessão de Luiz Sérgio. Mas o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) também se lançou na corrida pelo cargo.

Dilma

Irritada com a disputa acirrada na bancada do PT da Câmara e com a dificuldade de se atingir um nome consensual, a presidente Dilma Rousseff pode tomar uma decisão à revelia dos deputados. Neste caso, o nome mais forte seria o da ministra da Pesca, Ideli Salvatti (PT-SC). "Ela pode acabar tomando uma decisão que desagrade a todos", confidenciou uma liderança petista no Congresso.

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