Agência Câmara
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Líder do PT ameaça representar contra Raquel Dodge por prevaricação

Segundo Paulo Pimenta (PT-RS), PGR não investigou denúncias do partido sobre tráfico de influência por parte de integrantes do Ministério Público

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2018 | 18h15

BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), afirmou nesta quinta-feira, 12, que o partido poderá representar contra a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, por prevaricação. Segundo ele, a representação será apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF) caso fique comprovado que a PGR não investigou denúncias de tráfico de influência contra integrantes do Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato. As acusações foram feitas pela legenda em dezembro e novamente agora pelo ministro Gilmar Mendes em recente sessão da Corte. 

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Pimenta reclamou que o partido já tentou diversas vezes se reunir com Dogde para tratar da denúncia, mas nunca foi recebido pela procuradoria. "Vamos voltar a requerer uma audiência com a procuradora Raquel Dodge. Vamos remeter todos os documentos que encaminhamos a ela ao ministro Gilmar Mendes. E, caso fique comprovado que não houve a investigação por parte da PGR, vamos analisar a possibilidade de representar por prevaricação contra a procuradoria-geral, que está protegendo e não investigando", disse, em entrevista na Câmara.

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Na sessão desta quinta-feira, em que foi julgado o conhecimento do habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, Gilmar Mendes fez críticas ao Ministério Público. Afirmou que o uso de prisões provisórias para forçar pessoas a fazerem delação premiada é "tortura em qualquer lugar do mundo" e que quem "chancela" essa prática está ferindo a Constituição. "Todos nós comungamos da necessidade de combate da corrupção, mas deve ser feita seguindo o devido processo legal. Tem de fazer na forma da lei. Ninguém me dá lição nessa área", disse Gilmar. O ministro afirmou que agentes do MP ganharam "superpoder pessoal".

PSDB

O líder do PT também criticou decisão da ministra Nancy Adrighy, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de mandar à Justiça Eleitoral de São Paulo inquérito aberto contra o ex-governador Geraldo Alckmin com base na delação premiada da empreiteira Odebrecht. Com a medida, o tucano - que deixou o cargo para disputar a Presidência da República - ficou fora, por ora, da rota da Lava Jato. 

"É algo gritante do ponto de vista da seletividade", afirmou o petista, dizendo que lideranças do PT fizeram o mesmo pedido nos últimos três anos, mas não tiveram o mesmo tratamento.

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