Líder do PT alfineta PP por denúncias contra ministro

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), estranhou o silêncio do PP diante da gravidade das denúncias contra o ministro das Cidades, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A pretexto de defender o conterrâneo deputado Mário Negromonte (PP-BA), que antecedeu Ribeiro e deixou o ministério em janeiro em meio a denúncias de irregularidade, o líder observou que, se a regra aplicada ao baiano fosse aplicada agora, o ministro atual também teria que deixar o cargo.

AE, Agência Estado

28 de março de 2012 | 10h02

Reportagem do programa Fantástico da TV Globo, no domingo passado, mostrou o envolvimento do ministro Ribeiro em um suposto esquema de corrupção na instalação de um sistema de internet grátis em João Pessoa.

"Não estou pedindo isonomia de tratamento. Não vou pedir a demissão dele porque quem admite e demite ministro é a presidente Dilma. É apenas uma solidariedade baiana", disse o líder.

Mas ele fez questão de lembrar que o "ministro do meu Estado foi atacado de todo lado, inclusive por fogo amigo", Lembrou que pediram a cabeça de Negromonte e que o ministro "sofreu uma barbaridade, apanhou demais e ninguém provou nada contra ele". Foi diante da falta de provas que o petista diz ter saído "em defesa da honra de um companheiro da Bahia".

Destacou, também, que não foi o PT ou o governador petista da Bahia, Jaques Wagner, que indicaram o deputado do PP para o ministério das Cidades. "Mas é óbvio que o governo (baiano) defendeu o nome dele, que nós o abraçamos e ficamos tristes com o bombardeio e a saída dele do ministério".

Ao reafirmar sua solidariedade a Negromonte, o líder petista reafirmou também seu estilo. Recordou que ninguém mais do que ele teve embates com o então ministro das Comunicações do governo FHC, Sérgio Motta. E que, mesmo estando na oposição ao PSDB de Motta, jamais pediu a cabeça do tucano. "O Sérgio Motta ficou no ministério enquanto FHC quis". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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