Líder do PSDB diz que governo adotou o ''''vale-tudo''''

Para Arthur Virgílio, base passou por cima do regimento do Senado para acelerar votação

Marcelo de Moraes, O Estadao de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 00h00

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), acusou ontem o governo e seus aliados de promoverem um "vale-tudo" e manobrarem regimentalmente para acelerar a tramitação no Congresso da proposta que prorroga a CPMF. Virgílio protestou contra a contagem da sessão de ontem do Senado como uma das exigidas regimentalmente para contar o prazo de discussão da matéria. A idéia do governo é conseguir cumprir as etapas regimentais para poder votar a matéria na quinta-feira em primeiro turno.Na interpretação do tucano, a sessão de discussão só poderia ter sido feita se houvesse pelo menos 41 senadores presentes (o máximo atingido durante o dia foi de 25). O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), contestou a avaliação e disse que, regimentalmente, eram necessários apenas quatro senadores presentes para que a discussão acontecesse e que a presença de 41 seria exigida em caso de votação.Virgílio afirmou que vai recorrer da decisão junto à Comissão de Constituição e Justiça, mas reconheceu que perderá o recurso porque a base governista é maioria naquela comissão."A pressa do governo em votar a qualquer custo a proposta que prorroga a CPMF vem atropelando os trabalhos do Senado e subvertendo as regras do jogo", disse o tucano. "Estamos começando um vale-tudo que não é bom. Mas isso é bom para o DEM perceber como o governo federal está morrendo de medo de votar essa matéria", afirmou. Para Tião Viana, a reclamação do senador do PSDB não é procedente. "Tenho o dever de obedecer ao regimento da Casa." Mas Viana admitiu que Virgílio tem razão ao reclamar que o governo deveria ter trabalhado politicamente para colocar ontem em plenário o máximo possível de integrantes de sua base para demonstrar seu interesse pela aprovação da CPMF.

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