Líder do PSDB diz não querer que Abin 'vire uma SS sem Hitler'

Senador Arthur Virgílio afirmou que "a Abin veio para substituir aquela coisa asquerosa que era o SNI

ADRIANA CHIARINI E LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

04 de setembro de 2008 | 17h16

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse nesta quinta-feira, 4, que não quer que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) "vire uma SS sem Hitler (Adolf Hitler)", em referência à polícia nazista. Ele afirmou que "a Abin veio para substituir aquela coisa asquerosa que era o SNI (Serviço Nacional de Informações)". "Não veio para ser asquerosa também", afirmou ele, no Fórum Especial, promovido pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Veja Também:PF descarta ação institucional da Abin, afirma DemóstenesCPI dos Grampos convoca Jobim e diretores da Abin e PFEntenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Veja como foi o depoimento do diretor à CPI Diretor afastado admite que 'maleta' da Abin pode fazer grampo Especial explica a Operação Satiagraha Multimídia: As prisões de Daniel Dantas Lula manda investigar compra de 'maleta de grampo' na AbinCrise acirra disputa entre Polícia Federal e Abin O senador considera que a Abin é indispensável para informar ao presidente da República sobre ameaças como uma greve geral ou a presença de terroristas no Brasil. "Mas não pode ser usada como instrumento de perseguição de quem quer que seja, ou acaba ouvindo o secretário particular da Presidência da República." Ele se referia ao episódio em que foi gravada conversa do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, com o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalg.Segundo Virgílio, ouvir o secretário particular "significa ameaça ao próprio presidente da República". O senador destacou a importância da democracia e disse que ela aproxima governo e oposição. "Vamos ser muito claros ao afirmar esse compromisso (com a democracia) entre nós, seja quem venha a ter o poder amanhã, seja quem tem o poder hoje. O compromisso da oposição é não conspirar. O compromisso do governo é respeitar e aprofundar a democracia", afirmou.

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