Líder do PSDB defende mudança em acordos de leniência

Deputado Antonio Imbassahy afirmou que é necessário encontrar um projeto que dê 'segurança jurídica' para as empresas

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2016 | 14h10

Brasília - O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), também defendeu nesta manhã que o Congresso discuta a proposta de lei que modifica as regras de acordos de leniência. "Precisamos encontrar uma forma, um projeto que dê segurança jurídica para que as empresas possam cumprir sua função social, que é a geração de emprego e renda", declarou.

Imbassahy fez coro ao deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que mais cedo disse que o Parlamento não pode se acovardar diante das críticas e precisa retomar o debate sobre o tema. "Está tudo muito confuso, tem de ter uma lei para preservar as empresas", pregou o deputado, que é aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Neste momento da vida nacional, é importante que o assunto seja discutido à exaustão antes de vir ao plenário", reforçou o tucano.

Ontem, procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba concluíram que há uma nova ofensiva em curso no Congresso para "enterrar investigações" e anistiar executivos de empresas acusadas de corrupção. O líder do PSDB concordou que a proposta inicial dava margem para esse entendimento e que não havia condições do plenário aprovar o projeto de lei. "Do jeito que estava, não dava", comentou.

A proposta vem sendo costurada pelo líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), mas diante da repercussão negativa, ele disse que o projeto preliminar não saiu de seu gabinete. "A Lava Jato fez uma (entrevista) coletiva de um texto que não existe. Não conheço nenhum relatório que foi feito por mim", afirmou. O esboço de texto foi obtido pelo Broadcast Político na noite de terça-feira, 8. Moura avisou a alguns líderes governistas que vai "ampliar" a discussão antes de finalizar o projeto.

"O projeto tem de vir, não pode deixar as empresas nesta situação", insistiu Imbassahy.

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