Líder do PSB na Câmara é favorito para ser vice na chapa

O nome do líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), é o favorito para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa que deverá ser encabeçada pela ex-ministra Marina Silva. De acordo com dirigentes do PSB, Albuquerque só não foi anunciado ainda porque o partido quer ouvir a viúva Renata Campos, visto que a candidatura dela é defendida por uma pequena ala da legenda.

JOÃO DOMINGOS , DAIENE CARDOSO , ENVIADOS ESPECIAIS / RECIFE, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2014 | 02h03

Segundo a cúpula do partido, todos os fatores levam para a escolha de Albuquerque. Ele é um militante orgânico do PSB, teve uma forte ligação com Eduardo Campos, tem diálogo fácil, é respeitado por Marina e teria a capacidade de, sempre que for preciso, fazer com que a ex-ministra se lembre de que é do PSB e não da Rede Sustentabilidade. Albuquerque já disse que Marina terá de esquecer a Rede nesse período. Os dois tiveram um encontro na quinta-feira, um dia depois do acidente aéreo que matou Campos.

Candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Albuquerque aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos. À frente dele estão Lasier Martins (PDT) e Olívio Dutra (PT). Ele disputa o Senado numa coligação com o PMDB. Sendo o escolhido para a vice, deverá deixar a vaga para o senador Pedro Simon (PMDB), que tinha cedido o lugar para ele.

A direção do PSB descartou a possibilidade de anunciar hoje, após o enterro de Campos, a decisão sobre a chapa. De acordo com integrantes do partido, mesmo o anúncio de Marina ainda depende de alguns ajustes e fechamento de compromissos, como o de que ela não vai interferir em alianças regionais patrocinadas por Campos, como a de São Paulo, onde o PSB lançou o deputado Márcio França a vice do tucano Geraldo Alckmin, e do Rio, onde o partido apoia a candidatura do petista Lindbergh Farias.

A intenção do PSB é anunciar a chapa Marina Silva-Beto Albuquerque na próxima quarta-feira, durante reunião da Executiva nacional da sigla, em Brasília.

Na família de Campos não há resistências ao nome de Albuquerque. Amigos de Renata, a viúva, e do irmão Antonio Campos, o primeiro a lançar o nome de Marina para a cabeça de chapa, relatam que ambos apoiam a escolha de Albuquerque. O nome de Renata foi cogitado - e ainda é - para a vice porque representaria a lembrança constante do ex-governador. Mas ela tem um filho de seis meses e teria dificuldades de se ausentar para a campanha, segundo pessoas que conversaram com ela. Além disso, há o desgaste emocional causado pela perda do marido.

Outro nome do grupo ligado a Campos cotado é o ex-deputado Maurício Rands, responsável pelo programa de governo do PSB. Ele era do PT, mas abandonou o partido quando os petistas e Campos romperam as relações.

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