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Líder do PSB diz que cassação de Cunha tem que terminar enquanto as pessoas ainda estiverem acordada

De acordo com Paulo Foletto (ES), houve um acordo entre os líderes de partidos que apoiam a cassação de que apenas oito deputados vão se pronunciar na tribuna; objetivo é encerrar a fase de discussão rapidamente: 'Se a sessão for até as 3h, ninguém vai ver'

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2016 | 18h46

BRASÍLIA - O líder do PSB na Câmara, Paulo Foletto (ES), pediu para que os integrantes da bancada abram mão de suas falas para não alongar a sessão que vai julgar o pedido de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo ele, houve um acordo entre os líderes de partidos que apoiam a cassação de que apenas oito deputados vão se pronunciar na tribuna. Depois disso, será apresentado um requerimento para encerrar a fase de discussão.

"O povo está muito ansioso esperando esse resultado. Se a sessão for até as 3h da manhã, ninguém vai ver. Tem que terminar lá pelas 23h, quando as pessoas ainda estão acordadas", disse durante reunião da bancada.

Em tese, todos os parlamentares poderiam falar por cinco minutos cada, já os líderes teriam dez minutos para se manifestar, e não haveria prazo para encerrar os discursos.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) defendeu que já no início da sessão o partido marque posição de que só vai aceitar votar o parecer elaborado pelo relator do Conselho de Ética, e não um projeto de resolução, que poderia beneficiar Cunha.

Segundo Foletto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já garantiu que não vai aceitar a possibilidade de votar o projeto de resolução.

Todos os 33 deputados do PSB devem votar pela cassação.

 

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