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Líder do PSB afirma que petista atingiu seu 'teto'

Enquanto petistas comemoram, membros do PSB destacam crescimeno de 150% de Campos; PSDB, por outro lado, avalia mudança de estratégia

João Domingos, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2013 | 22h17

O PT comemorou o resultado da pesquisa do Ibope, afirmando que a sociedade brasileira quer a reeleição da presidente Dilma Rousseff; o PSB diz que o governador Eduardo Campos foi o único a crescer 150%; e o PSDB afirmou que é preciso mudar a estratégia de campanha para forçar o segundo turno, já que Marina Silva está fora da disputa.

"A pesquisa comprovou que a sociedade quer a reeleição da presidente Dilma Rousseff", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do partido e candidato a presidente da legenda. "Acho que a presidente Dilma demonstrou a solidez do governo e a capacidade de diálogo, visto que deu resposta imediata às manifestações de junho", acrescentou ele.

Segundo o líder petista, a sondagem atual reforça a ideia de que o governo tem estrutura para resistir a crises políticas, como a das manifestações de rua de junho. "É um governo aprovado pelo povo brasileiro."

O líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), afirmou que o resultado da pesquisa Ibope só anima o partido. Para ele, Dilma alcançou o teto e não deverá ultrapassar a casa dos 40%, 41%, enquanto Eduardo Campos cresceu 150%. "Na última pesquisa nosso pré-candidato tinha 4%. Agora está com 10%. Fomos os únicos a crescer 150%. Isso demonstra o acerto da aliança com Marina."

Albuquerque vê a presidente Dilma e o tucano Aécio Neves praticamente estacionados. "Reforça a ideia de que a sociedade se cansou da polarização PT/PSDB. Nós somos o novo. Nossa candidatura terá uma caminhada muito forte."

Já o senador tucano Alvaro Dias (PR) faz uma análise mais pessimista da dobradinha Eduardo Campos-Marina Silva. "Foi uma péssima estratégia para a oposição. Com ela, tínhamos a garantia do segundo turno. Com a saída dela, perdemos uma candidatura competitiva. Vamos ter de reavaliar nossa estratégia de luta contra o governo do PT", afirmou o senador do PSDB.

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