Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Líder do PR na Câmara apresenta manifesto e pede 'Volta Lula'

Deputado Bernardo Vasconcellos (MG) disse que movimento visa sensibilizar o ex-presidente e não significa rompimento com o Planalto; partido continuará a votar com o governo, disse

Ricardo della Coletta, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2014 | 16h19

Brasília - O líder do PR na Câmara, Bernardo Vasconcellos (PR-MG), divulgou na tarde desta segunda-feira, 28, um manifesto assinado por 20 deputados da sigla e pediu a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Vasconcellos, que comanda uma bancada de 36 parlamentares, afirmou que o Brasil precisa de um "reencontro com os princípios da aliança de 2002", quando Lula foi eleito pela primeira vez.

O ex-presidente, segundo Vasconcellos, é o líder que tem condições de lidar com o atual cenário econômico. "Entendemos que o momento de crise, dentro e fora do País, reivindica a força de uma liderança política com a experiência e o brilho de Luiz Inácio Lula da Silva", diz o manifesto divulgado pelo deputado.

Pregando a necessidade de criar uma nova união entre o "capital e o trabalho", em referência ao vice escolhido por Lula, o empresário José Alencar, o líder do PR argumentou que o governo do ex-presidente garantiu crescimento econômico e distribuição de renda.

Depois de ler o manifesto, o parlamentar pendurou na sala da liderança do PR na Câmara uma foto do ex-presidente. Ele ponderou que a posição assumida pelos deputados da legenda não significa um rompimento com o governo e que os deputados do PR continuarão votando com o governo. O pedido de "volta, Lula" oficializado na tarde desta segunda pela bancada da Câmara, segundo Vasconcellos, visa "sensibilizar" o próprio ex-presidente.

"Estamos com uma crise mundial que exige, na nossa opinião, a experiência que o presidente Lula tem", disse Vasconcellos. O deputado não consultou o ex-presidente Lula ou mesmo o presidente do partido sobre a manifestação da maioria da bancada. "Ninguém disse que não queremos a Dilma; nós queremos o Lula."

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