Líder do PPS na Câmara diz que Lava Jato se aproxima de Lula

Em nota, Rubens Bueno afirma que ex-presidente é 'um dos principais chefes da organização criminosa' e que resta ao petista elevar a retórica para atacar os investigadores

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2016 | 19h49

BRASÍLIA - Para o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), a nova etapa da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira, 27, fecha o cerco contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, o parlamentar diz que neste cenário, resta ao petista elevar a retórica para atacar os investigadores.

"A Polícia Federal já está na vizinhança de um dos principais chefes da organização criminosa que assaltou não só a Petrobras, mas diversas empresas públicas do País. Com a investigação contra os seus filhos e outra sobre a evolução de seu patrimônio pessoal, Lula partiu para o ataque. Mas a ação de hoje mostra que a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal não se intimidaram", afirmou Bueno.

A Polícia Federal incluiu o triplex 164-A, ao qual a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria direito, no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral Sul de São Paulo, no rol de imóveis com "alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade" sob investigação na Operação Triplo X - 22ª fase da Lava Jato.

"Manobras financeiras e comerciais complexas envolvendo a empreiteira OAS, a cooperativa Bancoop e pessoas vinculadas a esta última e ao Partido dos Trabalhadores apontam que unidades do condomínio Solaris, localizado na Avenida General Monteiro de Barros, 638, em Guarujá-SP, podem ter sido repassadas a título de propina pela OAS em troca de benesses junto aos contratos da Petrobras", informa a representação de prisões e de buscas e apreensões da Triplo X assinada pela delegada Erika Miarik Marena, da equipe da Lava Jato, em Curitiba.

Ao avaliar mais uma etapa da Operação Lava Jato, o líder do PPS disse acreditar que as investigações trarão mais novidades neste ano. "Trata-se de um esquema de corrupção tão sofisticado e amplo que teremos novos episódios que podem sacudir ainda mais a política brasileira", previu o deputado. 

Procurado pela reportagem, o diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, não quis comentar a operação da PF.

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