Líder do PMDB quer que 'dissidentes deixem o partido'

Henrique Alves diz não querer forçar ninguém a ficar no partido e afirma contribuir para a fidelidade partidária

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

03 de agosto de 2009 | 12h31

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), reiterou nesta segunda-feira, 3, o conteúdo da nota da Direção Nacional do PMDB que recomenda a saída dos dissidentes do partido. "Não queremos forçar ninguém a estar no PMDB. Não queremos que estejam, mas que sejam do partido", afirmou Alves, sem citar nomes de dissidentes, como é o caso dos senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).

 

Segundo o líder, as divergências no PMDB e também em outros partidos formaram um grupo de parlamentares que tenta aprovar no Congresso uma "janela" que permita aos detentores de mandatos trocarem de partido sem serem punidos por infidelidade partidária. "Nosso objetivo é fortalecer os partidos e este é um começo", afirmou Henrique Alves.

 

O líder disse que o PMDB sempre deu espaço para diferentes correntes, mas que é preciso diferenciar "a crítica construtiva da crítica desrespeitosa que prejudica a imagem do partido". Segundo Henrique Alves, a nota divulgada no domingo no site do PMDB será também encaminhada a todas as assembleias e câmaras municipais para serem lidas pelos líderes do PMDB. "A nota é uma defesa do PMDB a uma série de inverdades", afirmou o líder. Ele participou do I Fórum Brasileiro de Zonas de Processamento de Exportações.

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