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Gustavo Lima/ Ag. Câmara
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Líder do PMDB na Câmara diz que Dilma pediu e vetos serão votados nesta noite

Segundo Leonardo Picciani, a disparada do dólar e o temor da reação dos mercados com a possível derrubada do veto ao reajuste do Judiciário fizeram com que a presidente tomasse a decisão

Carla Araujo e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 17h10

Brasília - O líder do PMDB da Câmara, Leonardo Picciani (RJ), informou que a presidente Dilma Rousseff pediu realização nesta noite da sessão do Congresso que vai apreciar 32 vetos presidenciais. "Vai ser votado. Ela pediu", disse o peemedebista.

Segundo Picciani, a disparada do dólar e o temor da reação dos mercados com a possível derrubada do veto ao reajuste do Judiciário fizeram com que a presidente tomasse a decisão. "A leitura é que é preciso resolver isso logo para acalmar os mercado", disse.

O peemedebista afirmou ainda que está confiante que o governo sairá vitorioso da sessão de hoje. "Vamos manter (o veto). A derrubada seria desastrosa", afirmou.

A decisão de que a sessão aconteça inverte a tendência verificada na reunião com líderes da base aliada feita ontem. A estratégia, alinhada até então com o Palácio do Planalto, era a de esvaziar a sessão de apreciação. 

Nas contas feitas durante o encontro de ontem, parlamentares avaliaram que o governo só conseguiriam entre 145 a 200 votos. Para derrubar qualquer um dos vetos da pauta, são necessários o voto de pelo menos 257 deputados e 41 senadores conjuntamente.

Desde segunda, o Palácio do Planalto deflagrou uma operação para adiar a sessão. O receio é de que a derrubada dos vetos possa custar, conforme dados do próprio governo, pelo menos R$ 127,8 bilhões até 2019, anulando o esforço para fechar as contas do governo neste e nos próximos anos. 

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