Líder do PMDB na Câmara diz que bancada deve manter vetos de Dilma

Um deles é o aumento de até 78% aos servidores do Judiciário aprovado em junho pelo Senado

Juliana Dal Piva, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2015 | 18h43

BRASÍLIA - O esforço da presidente Dilma Rousseff em conversar com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, nesta terça-feira, 1, para evitar a aprovação de projetos que aumentem os custos do governo, a chamada "pauta-bomba", pode estar surtindo efeito.  O líder do PMDB na Câmara, deputado federal Leonardo Picciani, afirmou ao Estado que a tendência da bancada é não derrubar os vetos feitos por Dilma. Um deles é o aumento de até 78% aos servidores do Judiciário aprovado em junho pelo Senado.  

"Ela (Dilma) já tinha feito esse apelo na reunião dos líderes. Nós vamos fazer a reunião com a bancada amanhã e a tendência é que a bancada se posicione pela manutenção dos vetos aos projetos que têm impacto financeiro", disse Picciani. 

Sobre a proposta deficitária de orçamento para o próximo ano, o deputado disse que discorda da ideia de devolver o documento ao Planalto. "Evidente que não é uma saída (retornar o projeto). A proposta está aqui e o Congresso deve debatê-la e, se entender que deve alterar, alterá-lo", completou o deputado. 

Para ele é necessário trabalhar com uma perspectiva realista, e o Congresso deve participar do debate, apesar do ônus. Segundo Picciani, é necessário preservar o investimento e cortar custeio. Mas o deputado ressaltou que o governo precisa iniciar o processo informando a reforma dos Ministérios e o corte de funcionários comissionados. Na reunião com os líderes na segunda-feira, 31, no entanto, a presidente não disse quando pretende iniciar a redução do primeiro escalão. 

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