Líder do PMDB minimiza carta de deputados que pede saída de dirigentes implicados na Lava Jato

Para o deputado federal Baleia Rossi, documento não deve ser assinado por um grande número de parlamentares e assunto não será colocado em discussão por enquanto

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

07 Março 2017 | 19h45

Brasília - O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (PMDB-SP), disse nesta terça-feira, 7, que não deve prosperar a iniciativa de alguns deputados do partido de pedirem o afastamento, do comando nacional do partido, de todos os dirigentes acusados de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. 

O líder da bancada afirmou que o documento não deve ser assinado por um grande número de parlamentares e que esse assunto não será colocado em discussão por enquanto.

Até agora, a minuta preliminar que veio a público foi assinada por apenas quatro deputados. O movimento é liderado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que foi um dos mais ferrenhos defensores do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso na Lava Jato.

Para Marun, esse é um tema que precisa ser debatido, mas ele admitiu que, por ora, esse é um pensamento de um pequeno grupo de parlamentares. “Nós queremos essa renovação já visando as eleições de 2018, para que o partido possa ser dirigido por correligionários que não necessitem se defender na Lava Jato”, disse.

Hoje, pelo menos três integrantes do comando do PMDB foram citados na Lava Jato. O principal deles é o senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional do partido. Além dele, foram citados nas investigações o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que é tesoureiro da legenda, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, que é presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada à sigla. Todos negam irregularidades.

 

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