Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Líder do PMDB elogia rapidez de Dilma na saída de Cid Gomes

Leonardo Picciani, que afirmou que o partido poderia deixar a base de apoio da presidente caso o ministro não deixasse a pasta, considerou que governo foi 'diligente'

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 19h05

Brasília - O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), elogiou nesta noite a saída de Cid Gomes do Ministério da Educação. "O governo foi diligente. Há de reconhecer que a presidente Dilma agiu rapidamente", avaliou o peemedebista.

Picciani disse que a permanência de Cid Gomes no Ministério da Educação inviabilizava a existência de uma base governista no Parlamento. "Não víamos condições dele permanecer no cargo pelo comportamento. A acusação dele foi leviana. Ele é um fanfarrão", acusou o líder.

O ministro da Educação pediu demissão após discutir com deputados e acusar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMDB-RJ), de estar entre os "achacadores" a quem havia se referido há algumas semanas. O governo foi surpreendido pelo tom adotado pelo ministro em audiência na Câmara. 

A presidente Dilma Rousseff se reuniu com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio do Planalto, que avisou ao presidente da Câmara sobre a demissão. Ao ser notificado da decisão por telefone, Eduardo Cunha avisou o plenário da Câmara. 

O deputado negou que o PMDB tivesse a intenção de obstruir as votações de interesse do governo, como sugeriu em plenário o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). Ele disse que não procurou o Palácio do Planalto durante a sessão da Câmara para pedir a demissão do ministro. Picciani também evitou falar em indicações do PMDB para o ministério. "Não cabe ao PMDB", respondeu.

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