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Líder do PMDB defende redução de ministérios do partido

'Quem defende redução não pode colocar como pleito um novo ministério', afirmou Leonardo Picciani ao comentar a recusa de Eliseu Padilha em comandar a Secretaria de Relações Institucionais

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2015 | 13h49

Brasília - Ao comentar a recusa do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, à oferta de comandar a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, defendeu que o partido reduza sua participação no governo da presidente Dilma Rousseff. Hoje, a legenda ocupa sete ministérios e defende que o total de pastas vá de 39 para 20.

"Quem defende redução não pode colocar como pleito um novo ministério. Pelo contrário. Vamos discutir a redução das pastas ocupadas pelo partido e não a sua ampliação", afirmou Picciani.

Ao ser abordado especificamente sobre a recusa de Padilha, ele se esquivou. "Com relação à recusa, cabe a ele próprio dizer primeiro se foi convidado, depois se recusou ou se não recusou", afirmou. "A SRI não é um pleito da bancada do PMDB na Câmara. Por estas razões, acredito que ele não aceitaria essa tarefa", disse o líder.


Resistência. Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a secretaria, Padilha tem demonstrado, até o momento, resistência para mudar de pasta. Essa postura foi relatada ao Estado por três integrantes da cúpula do partido que acompanharam reuniões realizadas na noite desta segunda-feira, 6, em Brasília, após o aceno de Dilma. Os encontros para discutir o tema entraram pela madrugada. 

Logo no primeiro, no início da noite, no gabinete do vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, Padilha teria hesitado sobre o convite e ressaltado que está "contente" na atual pasta. Ele também integra o chamado núcleo político estendido, criado por Dilma para acomodar a legenda, o PSD e o PC do B nas discussões de propostas do governo. Dentro do PMDB, prepondera ainda o sentimento de que o modelo adotado por Dilma na SRI não é o ideal. Peemedebistas alegam que o ministro da pasta não tem nenhuma autonomia para tomar decisões e em razão disso é constantemente alvo de ataques dos "aliados".

Diante desse cenário, segundo relatos de integrantes do partido, no encontro no gabinete de Temer, o ministro Eliseu Padilha chegou até a comparar a SRI a um "cemitério de políticos". Apesar da resistência dele, as conversas entre os integrantes da cúpula do PMDB permanecem nesta terça.

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