Líder do PMDB aciona Tarso sobre sua ligação na Santa Tereza

Alves quer esclarecimentos do governo em relação ao seu suposto envolvimento em esquema de desvios

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2008 | 19h25

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), acionou nesta segunda-feira, 28, o ministro da Justiça, Tarso Genro, para conseguir um "nada consta" em relação ao envolvimento de seu nome no suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES) para prefeituras. "Fui ao ministro exigir esclarecimentos e ele (Tarso) disse que não há acusação nem nenhuma investigação que me envolva", afirmou Henrique, que se reuniu com o ministro logo pela manhã, assim que desembarcou em Brasília. "É uma acusação que beira o ridículo", completou o peemedebista.   Veja Também:   'Não me preocupei com prisão de advogado de Maluf', diz Lula PF investiga prostituição e encontra fraude no BNDES Especial: as ações da Polícia Federal no governo Lula     Matéria publicada pelo Estado diz que relatório de investigação da Polícia Federal identifica os passos do lobista João Pedro de Moura, em Brasília, e revela que ele visitou o gabinete 529 de Henrique Alves, no dia 13 de fevereiro. A Operação Santa Tereza deflagrada pela Polícia Federal não acusa o deputado peemedebista de participar do esquema de desvio de recursos do Banco, mas o documento mostra que a PF agiu dentro da Câmara, quando espionou João Pedro, inclusive no momento em que ele deixou o gabinete de Alves.   Henrique Alves voltou a afirmar que, este ano, não foi ao seu gabinete de deputado, que fica em um anexo da Câmara, a cerca de 600 metros do prédio principal, onde está a liderança do PMDB. "Este ano não coloquei os pés no meu gabinete", garantiu o líder. Ele disse que, no dia 13 de fevereiro, data em que o lobista teria ido a seu gabinete, ocorreu uma reunião dos líderes governistas com as centrais sindicais para discutir um projeto de interesse dos sindicalistas. "Como esse rapaz (João Pedro) diz ser sindicalista, ele deve ter ido à Câmara para panfletar. Ninguém lembra dele no meu gabinete. Se ele foi lá, não deu tempo nem de tomar um copo d'água", afirmou o peemedebista.   O líder observou ainda que no seu Estado, o Rio Grande do Norte existe apenas duas cidades com mais de cem mil habitantes: Natal, a capital, e Mossoró. O esquema de desvio de recursos do BNDES atingiria apenas as prefeituras com mais de cem mil habitantes. "Natal é governado pelo PSB, que é adversário nosso, e Mossoró está com o DEM. Além disso, que eu saiba, não existe empréstimos para prefeituras do Rio Grande do Norte", disse Henrique Alves.

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