Líder do PFL diz que destino da CPI depende da opinião pública

O líder da bancada do PFL no Senado, Agripino Maia (RN), afirmou que, neste momento, nem o governo nem a oposição têm o comando do processo de constituição ou desconstituição da CPI proposta para se investigar o caso Waldomiro Diniz. O líder fez a declaração ao participar do seminário que o PFL está realizando em Brasília com prefeitos do partido sobre a eleição municipal deste ano. Segundo Agripino, o cenário será definido nos próximos dias, de acordo com a maior ou a menor pressão da opinião pública. Ele estima que pelo menos oito senadores dos 16 de sua bancada deverão subscrever o requerimento de criação da CPI, de autoria do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MS). O senador Romeu Tuma (PFL-SP) disse que decidirá nos próximos dias se assina ou não o requerimento da CPI. Tuma declarou que está examinando a questão com base em um organograma que ele mesmo montou com a finalidade de estabelecer, para sua convicção pessoal, os elementos de ligação entre a conduta de Waldomiro Diniz e o governo. "A minha formação profissional, de polícia, me faz agir com base nos fatos", afirmou. Ele disse que recebeu com "estupefação" a informação de que a Polícia Federal teria sido usada politicamente na diligência que realizou no final da semana nas empresas do bicheiro Carlos Ramos, o "Carlinhos Cachoeira", em Goiás. Tuma disse que, se ficar comprovado que alguém do governo avisou o bicheiro Carlos Ramos (o "Carlinhos Cachoeira") de que haveria blitz em casas de jogo dele, assinará a CPI na hora, pois isso confirmaria que a Polícia Federal foi usada politicamente. O senador disse que, se vier a faltar uma assinatura para completar as 27 necessárias, ele será o 27º a subscrever o requerimento.

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