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Líder do MST recua e nega uso de armas em PE

Um dia depois de afirmar que os acampados do Engenho Prado, em Tracunhaém, na zona da mata, poderiam pegar em armas para impedir o cumprimento de uma reintegração de posse determinada pela justiça, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Jaime Amorim, recuou em uma nota à imprensa divulgada hoje. "O MST nunca defendeu a luta armada como método político de fazer a reforma agrária ou de resolver conflitos, disse. "Os latifundiários e suas milícias é que usam constantemente armas contra os trabalhadores". Ele explicou que a resistência prometida pelo MST e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) não será uma resistência com armas, mas com a utilização do que os movimentos têm de mais importante, que é o número de pessoas acampadas. "Contamos com a solidariedade dos acampamentos e assentamentos da região da Mata Norte e o apoio da sociedade para impedir o despejo e, assim, ganhar tempo e possibilitar que o Incra possa entrar com ação de desapropriação da terra". A nota reitera que a decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco, de manter a reintegração e negar direito de indenização às lavouras cultivadas pelos trabalhadores e avaliadas em R$ 5 milhões pela CPT, criou situação muito tensa na área. Os três acampamentos instalados no Engenho Prado envolvem 300 famílias e são coordenados pela CPT, com o apoio do MST. Em uma assembléia realizada ontem, eles decidiram criar uma comissão com o objetivo de arregimentar acampados e assentados dos vários movimentos para reforçar a vigilância e a defesa do engenho.

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