Líder do MST diz que "sem pulso forte" de Lula haverá conflitos

O líder do MST-PE, Jaime Amorim, disse nesta sexta-feira à tarde que graves conflitos pela posse da terra poderão ocorrer, "caso o governo Lula não tenha pulso forte". Segundo ele, as ocupações vão ocorrer de forma massificada a partir de abril, podendo haver forte reação dos latifundiários.Ele afirmou que a estratégia do movimento - de aumentar as ocupações e fazer marchas pela reforma agrária - é necessária para o governo não se acomodar.Amorim fez estas declarações enquanto ajudava a cozinhar, nas dependências do Incra, o almoço das mulheres que ocuparam o órgão na manhã desta sexta-feira.Cerca de mil trabalhadoras rurais ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) se encontram na sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Recife, desde as 9h30 desta sexta.Elas se espalharam pelo pátio e dependências internas do órgão, mas o novo superintendente, João Farias, interpreta a ocupação como "uma visita". As mulheres entregaram um documento pedindo agilidade na reforma agrária edesburocratização na concessão de aposentadorias, e conseguiram a promessa de que o presidente nacional do Incra virá a Pernambuco no final do mês para ver a realidade agrária do Estado.Depois do almoço, elas seguem para a Câmara de Vereadores, onde vão juntar-se a trabalhadoras urbanas para uma passeata pelas ruas centrais, dentro das comemorações do Dia da Mulher, que cai neste sábado.

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