Andre Dusek/AE - 15/12/2011
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Líder do governo reforça coro contra ida de Mantega à Câmara dos Deputados

Para o deputado federal Cândido Vaccarezza (SP), 'não tem porque' o ministro da Fazenda ir ao Congresso para explicar demissão do presidente da Casa da Moeda, investigado pela PF

Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

07 de fevereiro de 2012 | 18h33

BRASÍLIA - O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse não ver motivo para convocar o ministro Guido Mantega a dar explicações sobre as denúncias de irregularidades na Casa da Moeda que levaram à demissão de Luiz Felipe Denucci do cargo de presidente da instituição. A oposição pretende levar o debate sobre o tema para o plenário da Câmara.

 

"Não tem porque o ministro Mantega vir falar desse assunto. Ele já veio falar e poderá vir outras vezes se for sobre a crise econômica", disse Vaccarezza.

 

Para o petista, Mantega "tomou providências" ao demitir o presidente da Casa da Moeda e abrir uma sindicância na pasta para investigar as acusações. Denucci foi demitido em 28 de janeiro acusado de receber propina de fornecedores da Casa da Moeda. Reportagem da Folha de São Paulo publicada dias depois afirmou que o presidente da instituição tinha aberto offshores em paraísos fiscais e movimentado R$ 25 milhões. Mantega admitiu ter sido avisado em 2010 que Denucci tinha tido um problema em 2001 com a Receita Federal, mas afirmou não ter visto motivo para demissão naquela ocasião.

 

O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), afirma que o caso chama a atenção por mostrar a abrangência do loteamento político no governo.

 

"O país está assustado com a confirmação oficial do governo que até a Casa da Moeda é da cota de um partido". Denucci foi indicado pelo PTB, segundo Mantega.

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