Líder do governo pediu violação do sistema, diz ex-diretora

O primeiro vice-presidente do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), disse nesta terça-feira que, em depoimento que prestou ontem, às 12h30, a ex-diretora do Serviço de Processamento de Dados do Senado Federal (Prodasen) Regina Borges disse à comissão de sindicância que apurou a violação do sistema de votação eletrônico do Senado, que autorizou a violação a pedido do atual líder do governo no Senado (então líder do governo no Congressso), senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Arruda teria pedido para o sistema ser modificado para que se obtivesse uma lista do resultado da votação do pedido de cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF), ocorrida em 28 de junho do ano passado.Ainda conforme informou Carlos Wilson, em seu depoimento, Regina Borges disse que o pedido teria sido feito em caráter pessoal, na residência do senador Arruda, na SQS 114, em Brasília, para onde o senador a teria chamado. A lista com o resultado da votação teria sido extraída, depois de processada a alteração no sistema, por um operador do sistema e entregue a um funcionário do gabinete do senador Arruda. Amanhã, às 10 horas, Carlos Wilson divulga oficialmente o relatório, que será concluído ainda hoje pela comissão de sindicância, depois da tomada de depoimentos de outros funcionários do Senado. Além de Regina Borges, já foi ouvido o operador do sistema Heitor Ledur.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.