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Líder do governo na CMO diz que querem criar 'conotação política' em corte de orçamento da PF

Segundo Paulo Pimenta, restrição à verba da corporação ficou dentro da 'média' imposta a todo o serviço público; o deputado admite, no entanto, aprovação de crédito suplementar se necessário

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2016 | 17h19

BRASÍLIA - O líder do governo na Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira, 6, que há uma tentativa de criar uma "conotação política" no debate sobre o corte de R$ 133 milhões no orçamento da Polícia Federal para este ano. O petista destacou que a restrição à verba da PF ficou dentro da "média" imposta a todo o serviço público.

"É uma tentativa de criar uma conotação política para um assunto que não tem", afirmou ele, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "Por que razão só eles não teriam corte? É um assunto orçamentário".

O líder do governo na CMO disse que, durante a discussão do orçamento da corporação, representantes do Ministério da Justiça, ao qual a PF é vinculada, estiveram na comissão para discutir formas de melhorar a verba para a instituição em 2016. O próprio Pimenta afirmou que, após o encontro, apresentou um destaque para recompor em R$ 20 milhões o corte no orçamento da instituição - com a aprovação, a tesourada ficou em R$ 133 milhões, ou 3,7% do total.

Crédito suplementar. Ainda assim, Paulo Pimenta defendeu que, se for necessário, o Congresso pode aprovar um projeto de crédito suplementar para aumentar o orçamento da corporação. "É natural que, durante o ano, na medida da necessidade, os créditos suplementares sejam feitos, faz parte do dia a dia da administração", disse o petista, minimizando a discussão.

O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), já havia dito que todos os órgãos públicos tiveram cortes. "Portanto, absolutamente natural, não foi tratado de forma diferenciada", disse. O Judiciário da União, contou, teve um corte médio de 5% e o Ministério Público da União, menor, de 1,9%, em razão da Operação Lava Jato.

Barros negou qualquer retaliação à PF. "Eles também querem ficar numa zona de conforto e nós não estamos nessa. Se a gente não corta é porque está com medo, se corta, está com medo que eles investiguem. Qualquer solução tem reclamação, acho que eles estão bem tratados dentro dos cortes gerais do orçamento", disse, após a aprovação do orçamento pelo Congresso.

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