Líder do governo na Câmara é acusado de dar calote em cabos eleitorais

Vaccarezza e aliado que teria contratado cabos eleitorais negam acusações e veem intriga política e chantagem no episódio

Jair Stangler, do estadão.com.br,

11 de abril de 2011 | 07h00

SÃO PAULO - O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT), está sendo acusado de dar calote em cabos eleitorais da região de Alta Paulista, oeste do Estado de São Paulo. Segundo o Estadão.com.br apurou, o deputado estaria devendo R$ 270 mil a um engenheiro com quem fez dobradinha em Marília, R$ 20 mil ao PT de Marília e R$ 60 mil a um empresário de Tupã, além de outras dívidas menores com outras pessoas da região. O deputado nega as acusações e vê "chantagem" no episódio.

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Em todas as cidades em que há a denúncia de calote, a história é bastante parecida. O economista Walter Bonaldo Filho, definido pelas pessoas ouvidas pela reportagem como "organizador" da campanha do deputado para a região, contratou pessoas e serviços que depois não foram pagas. Bonaldo, segundo ele mesmo, é amigo pessoal de Vaccarezza há 17 anos e é filiado ao PMDB. Ele nega que tenha deixado dívidas e atribui as denúncias a briga interna do PT.

 

Bonaldo foi secretário de Finanças de Tupã entre janeiro de 2009 e agosto de 2010, no governo de Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB). Antes, havia prestado assessoria à prefeitura da cidade na condição de consultor da Fundação Getúlio Vargas. Deixou a prefeitura durante a campanha eleitoral de 2010 para ajudar Vaccarezza. Segundo ele, não poderia continuar em um governo tucano e ajudar um petista na campanha.

 

Segundo explicou o próprio Bonaldo, a região de Alta Paulista é um reduto tucano. Por isso se ofereceu a Vaccarezza, que tem base na capital paulista, para ajudar a conseguir mais votos na região. Ele confirma que teve conversas com lideranças da região para apoio político, mas negou que tivesse feito qualquer acerto financeiro.

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