Andre Dusek/Estadão
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Líder do governo diz que Planalto não vai discutir flexibilizar superávit

Em discurso no Senado, Delcídio Amaral enfatizou que governo pretende manter a proposta do ministro da Fazenda Joaquim levy

Rafael Moraes Moura e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 18h42

Brasília - O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse nesta segunda-feira, 13, que a flexibilização da meta do superávit primário é um tema que o governo "não vai sequer discutir". O comentário foi feito depois de o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentar proposta de reduzir a meta de superávit primário de 2015 dos atuais 1,1% para 0,4% do PIB.

Além da redução da meta de R$ 66,3 bilhões, ou 1,1% do PIB, a área econômica estuda criar uma banda de flutuação para o superávit primário entre 0,6% e 1,6%, num modelo parecido com as metas de inflação.

"Não há nenhum encaminhamento de flexibilização, não há nenhum encaminhamento de redução do superávit fiscal. Isso ficou muito claro na reunião hoje de coordenação com a presidente Dilma. E eu estou repetindo exatamente o que foi dito: não há nenhum encaminhamento diferente daquele que vocês sabem e que foi anunciado pelo ministro Levy", disse o petista.

"Até por uma questão de bom senso, essa é a postura correta do governo. Tem que manter as suas posições e trabalhar forte para fazer um ajuste importante para que efetivamente, a partir do ano que vem, as coisas fiquem mais tranquilas com relação à economia." 

Metáfora. O senador comparou uma eventual mudança na meta fiscal a uma partida de futebol. "O ministro Levy está fazendo um trabalho grande até para construir outras alternativas para consolidar o superávit. Você no meio do jogo vai dizer que serve um empate? Que serve ganhar de 3 a 2? Que pode fazer dois gols na gente? Não. Tem que trabalhar firme. Falta a desoneração. Aí, em função de outras medidas que vão vir, você vai calibrando o superávit até fazer uma avaliação mais realista, talvez à frente se esse for o entendimento", comentou o líder do governo no Senado.

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