Líder do governo diz que PFL votará CPMF

O líder do governo no Congresso, deputado Heráclito Fortes (PFL-PI), disse nesta terça-feira, depois de se encontrar com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL-MA), que seu partido não vai comprometer a aprovação da prorrogação da CPMF, caso decida romper com o governo federal. "Não vamos romper acordos; o PFL é um partido responsável", disse Fortes, admitindo estar numa situação delicada, na condição de líder do governo. Deixou claro, no entanto, que vai acompanhar a decisão do partido e entregar o cargo, se a decisão de quinta-feira for pelo rompimento. O deputado Marcondes Gadelha (PFL-PB), que também participou da rodada de conversas da governadora com bancadas nordestinas, afirmou que o rompimento é uma tendência majoritária e inclui a entrega de cargos. "Não é um ato de hostilidade, mas de dignidade do partido", afirmou, ressaltando que o PFL vai reagir ao que ele denominou "uma grande armação do governo". Já o deputado Ney Lopes (PFL-RN) disse ser contra o rompimento do PFL com o governo que signifique o não-apoio a matérias de interesse público. Ressaltou, no entanto, que, "quanto à solidariedade à governadora, isso é unânime". O PFL hoje, em sua avaliação, encontra-se num dilema: apóia o governo ou fica solidário à governadora Roseana. O deputado José Mendonça (PFL-PE), pai do vice-governador de Pernambuco, Mendonça Neto, entende que, se o PFL recuar da candidatura de Roseana, poderá pedir a extinção do partido. Ele disse que, no caso de rompimento, o vice-presidente Marco Maciel, que também é do PFL, deve ser solidário com a governadora. O ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, que chegou nesta noite de terça-feira à presidência do PFL para se encontrar com Roseana, admitiu que não se sente confortável no governo diante da atual situação. Mas evitou antecipar sua posição em relação ao rompimento do PFL com o governo.

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