FOTO: DIDA  SAMPAIO|ESTADAO
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Líder do governo diz que não há votos necessários para aprovar distritão

Por ser uma PEC, é necessário reunir 308 votos para aprová-la; André Moura disse não haver consenso também sobre origem para recursos do fundo eleitoral

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 16h45

BRASÍLIA - O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou nesta segunda-feira, 14, que a mudança do sistema eleitoral para o chamado distritão não tem hoje os votos necessários para ser aprovado pela Câmara. A expectativa é de que a reforma política seja votada no plenário nesta quarta-feira, 16.

“A grande maioria prefere aprovar o distritão, mas tem partidos que fecharam questão contra, como o PT, PR, PRB. Por ser uma PEC, que precisa de 308 votos, eu não posso afirmar que vai passar o distritão. Eu até creio que hoje o distritão vai ter a maioria dos votos, mas também creio que hoje não tem os 308 votos necessários para ser aprovado”, disse.

Na semana passada, a comissão da Câmara que discute a reforma política aprovou a alteração do sistema eleitoral para o chamado "distritão". A proposta foi aprovada com um placar apertado: foram 17 votos a favor, 15 contra e 2 abstenções.

O relatório apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) não previa a adoção desse modelo, mas um acordo foi costurado para que a alteração fosse aprovada via destaque ao texto.

O novo sistema determina que serão eleitos para o Legislativo os candidatos com mais votos em cada Estado, como ocorre hoje para a eleição de senadores e dos cargos do Executivo, como prefeitos, governadores e presidente. O modelo tem apoio do presidente Michel Temer, e foi defendido em 2015 pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso na Lava Jato.

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