Líder do governo diz que instala CPI dos cartões sem oposição

Jucá diz que já recolheu 22 assinaturas para novo documento, sem PSDB e DEM; 1º pedido foi 'irregular'

CIDA FONTES, Agencia Estado

08 de fevereiro de 2008 | 12h38

O líder do governo no Senado, Romero Jucá  (PMDB-RR) disse, em pronunciamento nesta sexta-feira, 8, que a CPI dos cartões corporativos será instalada na Casa mesmo sem o apoio da oposição.  O líder anunciou que já recolheu outras 22 assinaturas, sem incluir os senadores dos oposicionistas DEM e PSDB, que estavam entre os 32 do texto anterior.  O líder governista disse que, se os senadores do DEM e do PSDB não quiserem firmar a nova versão do requerimento, poderá completar o total necessário de assinaturas com nomes de senadores de outros partidos.  Veja também: Veja a cronologia do escândalo dos cartões  Entenda o que são os cartões corporativos do governo  Congresso não pode viver só de CPIs, diz Garibaldi sobre escândalo dos cartões Governo de SP gasta R$108 mi com cartão mas não detalha despesa Enquete: o governo deve acabar com os cartões corporativos? OAB quer investigar uso de cartão corporativo nos EstadosGoverno quer indicar aliados em postos-chave da CPI dos cartões  O primeiro requerimento apresentado por Jucá na última quarta foi devolvido pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).O documento tinha três trechos escritos à mão que haviam sido acrescentados após a coleta das assinaturas, que chegavam a 32. O total necessário de assinaturas para um requerimento de CPI ser protocolado no Senado é de 27. Na Câmara, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) - da oposição -  também recolhe assinaturas para a criação de uma CPI mista - Câmara e Senado - destinada a apurar irregularidades com cartões corporativos do governo.  O DEM e o PSDB afirmam que a iniciativa de Jucá de propor uma CPI só de senadores teria por objetivo permitir aos governistas um controle das investigações que não seria possível no caso de uma comissão mista (formada por senadores e deputados).

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