Líder do governo defende veto ao Código Florestal

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), demonstrou apoio ao movimento ambientalista "Veta, Dilma" durante evento de sustentabilidade em São Paulo, nesta terça-feira.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

15 de maio de 2012 | 12h52

Ao chegar ao café da manhã do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) - Sustentabilidade, Braga recebeu de Roberto Klabin, presidente do SOS Mata Atlântica, o cartaz "Veta, Dilma". O senador, após discurso de abertura, posou para fotos com o cartaz. O movimento "Veta, Dilma" é contrário à sanção presidencial ao Código Florestal aprovado no Congresso.

Em seu pronunciamento, o senador do Amazonas ressaltou que a defesa do veto ao Código Florestal é posição pessoal. "Todos sabem da minha posição histórica com a natureza. Nós podemos construir uma política melhor que essa", afirmou em referência ao Código.

Questionado sobre a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff vetar a matéria, Braga desconversou. "Não tenho autorização, como líder do governo, para falar sobre isso", disse. "Caso contrário, vou ser demitido", brincou.

Apesar de não haver uma posição oficial do governo, Braga defende que Dilma "exerça seu direito legítimo de veto". "Ela pode sancionar parcial ou integralmente", afirmou. No entanto, mostrou-se reticente quanto ao veto total do Código. "Se vetar tudo, teremos que ter uma alternativa a curto prazo. Há um questão de governabilidade que precisa ser pensada".

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