Líder do governo acusa imprensa de ‘linchamento’

Romero Jucá (PMDB-RR) discursou nesta segunda, 20, por quase uma hora no plenário do Senado

Julia Lindner/ Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2017 | 22h01

O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), discursou nesta segunda-feira, 20, por quase uma hora no plenário do Senado e acusou a imprensa de tentar fazer o “linchamento” dos políticos. Após recuar do projeto que poderia blindar os membros da linha sucessória da Presidência, na semana passada, Jucá foi hostilizado ao desembarcar em aeroporto de Boa Vista, na sexta-feira passada.

Citando referências históricas, Jucá afirmou que a imprensa "aponta a guilhotina" para os parlamentares e depois "parte para o estraçalhamento". "Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição, ou a Revolução Francesa. Estão querendo pregar em todos nós a cruz de Israel no peito, como os nazistas pregaram nos judeus que viviam na Alemanha. No passado, a turba fazia linchamentos, hoje quem tenta fazer é a imprensa e setores da sociedade", afirmou. No período nazista, os judeus tinham costurado em suas roupas a estrela de Davi para identificá-los. Procurado pelo Estado depois do discurso, Jucá se corrigiu, por meio da assessoria, e disse que se referia à estrela.

Segundo o peemedebista, os jornalistas teriam pressionado parlamentares a retirar as assinaturas do projeto. Após a divulgação de sua proposta, pelo menos dois senadores desistiram do apoio ao texto. "Estamos agora sofrendo patrulhamento na tramitação de projetos? Isso comigo não funciona." Ele afirmou que recuou da proposta para que o Congresso coloque "os pontos nos is" e "não se diminua". Jucá disse que a proposta pode ser discutida novamente. 

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