Líder do DEM mantém prazo para saída da Paulo Octávio

Governador interino do Distrito Federal deve decidir até esta quarta-feira se permanece no cargo sem partido

estadao.com.br,

23 de fevereiro de 2010 | 12h46

O líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), disse que mantém até esta quarta-feira, 24, o prazo para que o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, decida se desfiliar do partido ou renunciar ao governo. "Já há maioria formada no partido pela expulsão sumária", disse.

 

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O prazo foi dado depois que o governador licenciado, José Roberto Arruda, foi preso. Com Paulo Octávio assumindo interinamente o comando da capital, o partido determinou que todos os integrantes do governo do Distrito Federal que sejam do Democratas saiam imediatamente se quiserem ficar no partido, inclusive Paulo Octávio.

 

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) tem a mesma opinião. Segundo ele, o partido não irá ceder ao governador interino. "Se ele quiser ficar no governo, tem de sair do DEM. Senão, não tenho dúvidas de que será expulso", disse.

 

O DEM tem reunião da Executiva Nacional marcada para esta quarta-feira, 24. Nesta terça-feira, 23, o senador Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO) devem formalizar o pedido de expulsão dele. A ideia é evitar que a reunião seja novamente adiada.

 

Transportes

 

A reunião vai discutir também o caso do secretário de Transportes, Alberto Fraga (DEM), que ainda não deixou o governo. Ele tem sido um dos principais interlocutores de Paulo Octávio e tem aconselhado o governador interino a não renunciar ao cargo.

 

Fraga disse que o partido é "incoerente" na sua determinação. E disse que a expulsão do partido não irá descolar a crise da legenda. "O DEM não fica fora do escândalo, que já ficou rotulado como Mensalão dos Democratas", disse.

 

Com informações da Agência Brasil

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