André Dusek/Estadão
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Líder do DEM diz que não se deve condenar previamente Cunha

'Não vou fazer prejulgamento e nem blindar', afirmou o deputado Mendonça Filho (PE) ao comentar o caso

Daiene Cardoso e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 17h23

Brasília - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), disse que ainda é preciso aguardar os desdobramentos da denúncia protocolada nesta tarde pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha, (PMDB-RJ), antes de discutir a possibilidade de afastá-lo da função. "Não vou fazer prejulgamento e nem blindar", afirmou o deputado nesta tarde ao deixar a Casa.

Mendonça disse desconhecer o conteúdo integral da denúncia, mas ressaltou que é preciso respeitar o direito à ampla defesa e não condenar previamente o peemedebista. Sobre a possibilidade de início de eventual processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), Mendonça disse que a análise dos pedidos protocolados na Casa não podem ser pautados pelo aspecto pessoal. Ele não quis comentar sobre a influência da denúncia da PGR na decisão final de Cunha. Cabe ao presidente da Câmara dos Deputados autorizar a abertura de processo de afastamento da presidente da República.

O líder do DEM é um dos aliados próximos de Cunha. "Ninguém pode ser condenado previamente", voltou a defender Mendonça Filho.

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