Líder do DEM critica Kassab por registro do PSD

O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), acusou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de "criar um factoide" ao comemorar o registro do PSD em dez Estados. Com isso, o partido cumpriu um dos requisitos para ser reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): ter diretórios legalizados em um terço dos 27 Estados. Falta o reconhecimento das 490 mil assinaturas de eleitores para completar as exigências legais.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

02 Setembro 2011 | 18h25

"Ele quer criar um fato consumado, aproveitando-se do desconhecimento de parte das pessoas", criticou ACM Neto. "Eles cumpriram uma parte da obrigação, pois ainda estão devendo 300 mil assinaturas", completou o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO).

Além do registro em pelo menos nove Estados, a legalização de um novo partido exige as assinaturas de 490 mil eleitores, devidamente autenticadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais. O DEM, que foi a legenda mais prejudicada com a evasão de filiados para o PSD, acha que não haverá tempo hábil para que Kassab cumpra a segunda etapa em tempo de disputar as eleições de 2012. Para isso, o partido tem de estar regularizado junto ao TSE até o dia 7 de outubro - um ano antes da eleição municipal.

ACM Neto lembra que os Estados nos quais o PSD obteve registro têm "pouca densidade eleitoral", como Acre, Goiás e Tocantins. Destaca, também, que falta pouco mais de um mês para completar a conferência de mais da metade das assinaturas faltantes, além de responder a impugnações de outros partidos, questionando a legalidade do processo.

O novo partido responde a denúncias de fraudes nas assinaturas, com apoio falso de eleitores já falecidos. "O PSD está buscando é o juízo final, quando os mortos ressuscitarão para dar o aval a suas assinaturas", ironizou Demóstenes.

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