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Líder do DEM aposta em quórum alto para cassação de Cunha e diz que Câmara precisa virar a página

Para Pauderney Avelino (AM), estarão no plenário mais de 400 parlamentares, uma vez que eles estão deixando claro nas enquetes veiculadas que estão dispostos a pôr fim ao processo por quebra de decoro parlamentar do peemedebista

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2016 | 16h38

BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (AM), disse hoje não ter dúvidas de que haverá quórum para votar na segunda-feira, 12, o pedido de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para Pauderney, estarão no plenário mais de 400 parlamentares, uma vez que eles estão deixando claro nas enquetes veiculadas que estão dispostos a por fim ao processo pôr quebra de decoro parlamentar do peemedebista que se arrasta ao longo de quase um ano.

"Nós precisamos virar a página chamada Eduardo Cunha para que possamos voltar a ter normalidade na Casa. Enquanto tivermos com essa bola batendo, quicando aqui dentro, não teremos normalidade. É importante resolver isso na segunda", declarou.

Assim como outras bancadas, o DEM fará uma reunião com seus deputados na segunda-feira para unificar o posicionamento sobre a cassação de Cunha. O relator do processo no Conselho de Ética e que defenderá a perda de mandato do peemedebista no plenário é o deputado Marcos Rogério (RO), da bancada do DEM. Pauderney contou que conversará com a cúpula do partido e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o tema, mas disse acreditar que não será necessário fechar questão sobre o tema.

O líder do DEM na Câmara teve acesso à carta de Cunha aos colegas, destacou a carga emocional da mensagem, inclusive com pedido de perdão, mas avalia que, como a decisão é política, os argumentos do peemedebista agora não ajudarão a reverter o quadro que caminha para a cassação. "Não teremos outra alternativa senão a cassação de seu mandato", disse.

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