Líder diz ter apoio para ceder cargos da CPI à oposição

Romero Jucá diz que 'não é voz isolada' e que está confiante em entendimento com a base aliada

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2008 | 13h21

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta sexta-feira, 22, que está confiante em um entendimento com a base aliada para que um dos cargos de comando da CPI mista dos cartões corporativos seja cedido à oposição. "Não sou mais uma voz isolada. Alguns líderes da Câmara e do Senado já estão defendendo isso (dar um dos cargos à oposição)."   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões   Ele informou que provavelmente na terça-feira vai se reunir com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, para levar um mapa dos partidos aliados favoráveis a que o governo dê a presidência da CPI mista para o PSDB.   O presidente do Congresso Nacional, Garibaldi Alves (PMDB-RN) leu na quinta  o requerimento que formaliza a instalação da CPI mista que vai investigar os cartões corporativos. A futura CPI terá o prazo de 90 dias de funcionamento e será integrada por 24 deputados e senadores.     O PT e o PMDB reafirmaram na reunião do Conselho Político de quinta-feira que não aceitam abrir mão para o PSDB da presidência da CPI mista destinada a investigar o uso indevido de cartões corporativos. O líder petista, deputado Maurício Rands (PE), afirmou que entende a posição do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que deseja um acordo com a oposição no Senado, que ficaria com o cargo.  

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