Líder defende imposto como a CPMF na reforma tributária

Henrique Fontana diz que o imposto do cheque-derrubado na semana passada no Senado - tem 'qualidades'

Agência Brasil

19 de dezembro de 2007 | 19h26

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS) defendeu nesta quarta-feira, 19,  a criação de um novo tributo nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), cuja prorrogação até 2011 foi rejeitada pelo Senado Federal.   "Defendo que, na reforma tributária, venha um tipo de imposto sobre movimentação financeira nos moldes como havia a CPMF, pelas qualidades desse tributo".   Questionado se os recursos do novo tributo seriam voltados para a Saúde, como eram os da CPMF, Fontana respondeu que novas verbas para a área também devem ser vir na reforma tributária.   "Temos que encontrar dentro da reforma tributária, que deverá ocorrer no ano que vem, fontes que nos permitam ampliar o serviço da saúde pública no País".   Na avaliação dele, o PSDB e o Democratas, os dois maiores opositores da prorrogação da CPMF, trouxeram "grande prejuízo à saúde pública do país" ao votar pelo fim do imposto. O deputado ponderou que a posição dos partidos faz parte da democracia.   Sobre a votação, no Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa a prorrogação do tributo, Fontana afirmou que prevaleceu a idéia de um setor da oposição.   "Um setor mais radical, capitaneado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, numa visão mesquinha da política, resolveu olhar para 2010 quando haverá eleição presidencial e não para as necessidades do País neste momento".

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