Celso Junior/Estadão
Celso Junior/Estadão

Líder da Rede diz que condenação dificulta manutenção da candidatura de Lula

Senador Randolfe Rodrigues aproveitou para ressaltar a candidatura de Marina Silva: 'É a única de terceira via'

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2018 | 21h42

O líder da Rede Sustentabilidade no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), avaliou nesta quarta-feira que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) dificulta a manutenção da candidatura do petista ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Segundo ele, esse cenário, porém, não vai alterar os planos da Redede lançar a ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência.

"Fica difícil a manutenção da candidatura do ex-presidente Lula, lamentavelmente, porque acho que tinha de ser assegurada", declarou Rodrigues ao Broadcast Político. "Por outro lado, nós da Redeestamos com uma candidatura colocada, que é a de Marina Silva. Ela é a candidatura colocada com cenário com candidatura do Lula e sem a candidatura do Lula. É a única candidatura de terceira via, com projetos diferentes das duas candidaturas que estão polarizando hoje", acrescentou o senador.

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A Rede, por sua vez, emitiu nota pública em que afirma que irá respeitar o resultado do julgamento pelo TRF-4. "A Rede irá respeitar o resultado do julgamento e lembra que o sistema judiciário possui seus próprios mecanismos de revisão de decisões que devem seguir critérios técnicos, independente da conjuntura política. Todos são iguais perante a lei, e essa é a base do regime democrático em qualquer lugar do mundo", diz o documento.

 

Em julgamento realizado nesta quarta-feira em Porto Alegre, o TRF-4 manteve, por 3 votos a 0, a condenação de Lula no caso do triplex na praia do Guarujá, em São Paulo, decidida em julho de 2017 pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na 1ª instância. Os desembargadores do tribunal não só mantiveram a condenação, como aumentaram a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês - ante 9 anos e meio determinado por Moro.

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