Líder da greve na BA perde cargo especial

O tenente Everton Uzeda, um dos líderes da greve dos policiais militares baianos, foi exonerado da função de ouvidor do Batalhão de Guarda. Ele recebeu a notícia ao retornar ao trabalho, e diz que prefere não acreditar que tenha havido retaliação do comando da PM. "Conversei com o coronel Perrone, comandante do Batalhão de Guarda e ele disse que não tinha conhecimento, mas garantiu que eu voltaria à minha função", declarou. Como ouvidor, Uzeda recebia salário de capitão, R$ 1.095,00 líquido. Se a exoneração for confirmada, ele vai perder R$ 300,00 do seu vencimento. "Vou procurar quem for preciso e até reclamar na Justiça pelos meus direitos", disse, sem considerar a possibilidade de uma nova greve para responder a supostas retaliações. "Há boatos que muitos integrantes do Corpo de Bombeiros serão transferidos, mas até o momento que eu saiba isso não ocorreu e espero que não ocorra", afirmou. Segundo Uzeda, quem comandou a paralisação dos policiais foi o "general fome". Ele acha que a PM baiana paga os salários mais baixos do País. "Um tenente de Pernambuco me mostrou o contracheque, onde consta um vencimento de R$ 2,5 mil líquido", disse. O governador César Borges (PFL) garantiu que não haveria punições nem retaliações contra os grevistas, afirmando que sua maior preocupação é o restabelecimento da normalidade no Estado.

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