Licença é "prorrogável ou antecipável", diz Jader

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), já chegou à capital paraense, e afirmou que a sua licença do cargo "pode ser prorrogável ou antecipável" - dando a entender que poderá se manter afastado do cargo por um período maior ou menor do que os 60 dias previstos na carta que enviou à Mesa da Casa. Segundo o senador - que não se licenciou do mandato parlamentar -, a decisão de se afastar temporariamente da Presidência do Senado foi pessoal, e não foi tomada sob pressão de políticos do PMDB. Barbalho afirmou, numa referência indireta ao ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que as acusações que pesam contra ele são fruto da sua eleição para a Presidência do Senado. Magalhães, quando na Presidência da Casa, foi o político que mais se empenhou em evitar a eleição de Barbalho para o cargo. "Espero que sejam materializadas as acusações nesses 60 dias, pois é só conversa fiada", afirmou Barbalho. "Tem que ficar provado que estou sendo vítima de uma campanha orquestrada ao longo de um ano e cinco meses, e até agora ninguém conseguiu provar nada. Talvez precisem de mais 17 anos para esclarecerem como ocorreu, no caso do Banpará", acrescentou o senador. Ele ressaltou que se licenciou da Presidência do Senado para evitar criar qualquer tipo de constrangimento às investigações das denúncias existentes contra ele. Barbalho informou que viajará ainda hoje para Salinópolis (PA), onde encontrará com a mulher, Márcia Cristina Centeno, e a fillha Geovana, de 4 anos. Ele não forneceu detalhes dos lugares onde esteve nas últimas 48 horas, durante as quais políticos da situação e da oposição negociaram seu licenciamento. "Estive em São Paulo e Brasília", limitou-se a informar.

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