Licença de Renan não prejudica processo, diz relator

Presidente afastado do Senado temporariamente tem até esta 4ª para apresentar sua defesa a Jefférson Peres

Agência Brasil

23 Outubro 2007 | 15h31

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) relator da terceira representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta terça-feira, 23, que a licença de dez dias do senador por motivos de saúde não prejudica o andamento do processo. "A não ser que ele prorrogue [a licença] e alegue motivos (graves) de saúde" .   Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Senado decide suspender sexta representação contra Renan   Nesta quarta, termina o prazo para que Renan apresente sua defesa ao relator. Ele é acusado de ter usado laranjas para comprar veículos de comunicação em Alagoas, em sociedade com o usineiro João Lyra. Peres disse que o prazo está mantido e confirmou que pretende apresentar seu relatório até o dia 15 de novembro.   O relator disse que depois de receber a defesa de Renan irá convocar João Lyra para depor. O usineiro já informou que não aceita participar de reunião do Conselho de Ética. "Resta saber se ele aceitaria um encontro reservado".   Caso suspenso   A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira, 23, suspender temporariamente a análise da sexta representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), até que o Conselho de Ética examine as outras representações em tramitação.   Nesta sexta representação, Renan Calheiros é acusado de ter apresentado proposta de emenda ao Orçamento Geral da União para favorecer empresa fantasma cujo titular seria um ex-assessor de seu gabinete, conforme denúncia feita pelo Estado. Pela emenda, a empresa fantasma teria sede em Murici, Alagoas, e as obras seriam executadas em convênio com a Funasa.   Na votação do caso, três senadores foram favoráveis à suspensão (Cesar Borges, Tião Viana e Magno Malta), dois foram favoráveis ao arquivamento da representação (Papaléo Paes e Efraim Moraes) e outros dois se posicionaram a favor do encaminhamento da representação ao Conselho de Ética (Gerson Camata e Álvaro Dias).   "Essas representações estão se transformando em rotina e são baseadas em notícias de jornais", afirmou Cesar Borges. Segundo Cesar Borges, não adianta encaminhar representações uma vez que o Conselho de Ética já está com um grande número de processos em tramitação.  

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