Licença de Renan melhora clima no Senado, diz tucano

Líder do PSDB, Artur Virgílio é um dos principais opositores do presidente do Senado, que se afasta por 45 dias

Cida Fontes

11 de outubro de 2007 | 20h03

O líder do PSDB, Artur Virgílio (AM), afirmou esperar que a decisão do senador Renan  Calheiros (PMDB-AL) sirva "para desanuviar o clima tenso no Senado". O PSDB examinará, como sempre se dispôs a fazê-lo, o mérito dos processos existentes contra o senador no Conselho de Ética entendendo, sim, que houve quebra de decoro.   Veja também:     Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Ouça a íntegra do pronunciamento de Renan   O presidente do Senado anunciou nesta quinta-feira,11,  o afastamento do cargo por 45 dias em pronunciamento na TV Senado. Diz que enfrentará os processos dos quais é acusado e volta a afirmar que está convicto de sua inocência. "Resistirei firme na minha defesa", disse. Durante a sua ausência, a Presidência será exercida pelo senador Tião Viana (PT-AC), que ocupa o cargo de 1º vice-presidente da Mesa.   Renan fez um discurso breve e lembrou a sessão no plenário da última terça-feira, quando, pela primeira vez, senadores da base aliada - incluindo senadores petistas - fizeram coro com a oposição e pediram a sua saída da presidência.   "Com isso (o licenciamento) , contribuo definitivamente para evitar constrangimentos como as que aconteceram na sessão de 9 de outubro. Enfrentarei os processos como fiz até agora, não lancei mãos das prerrogativas do Senado, minha trincheira de luta, sempre fui convicto de que prevalecerá a verdade, como aconteceu na minha absolvição".   Renan é o segundo presidente da Casa a se licenciar do cargo por conta de denúncias por quebra de decoro parlamentar. O primeiro foi o ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em julho de 2001, sob a acusação de se beneficiar de desvios de recurso do Banpará. Dois meses depois, antes que fosse aberto processo no Conselho de Ética, Jader renunciou ao mandato.   Outros senadores que renunciaram foram José Roberto Arruda (DEM-DF), Joaquim Roriz (PMDB-DF) e Antônio Carlos Magalhães (DEM-PA), morto este ano.

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