Licença de Renan é com 5 meses de atraso, diz relator

Peres relatará a terceira representação contra Renan que o acusa de usar 'laranjas' para comprar rádios em AL

Cida Fontes, do Estadão

11 de outubro de 2007 | 20h14

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) - relator do processo que acusa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de usar laranjas na Câmara de emissoras de rádio em Alagoas - disse nesta quinta-feira, 11, que acredita que a licença de Calheiros da Presidência do Senado terá efeito benéfico e imediato, já que contribuirá para acabar com a tensão do Senado. "Vai contribuir para que a casa volte a funcionar na normalidade, mas é um gesto com cinco meses de atraso".   Veja também:     Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Ouça a íntegra do pronunciamento de Renan   O senador Cristovam Buarque também avaliou que a decisão do Renan foi tomada foi tarde. "Não acredito que os relatores vão amolecer", afirmou.   Renan fez um discurso breve, de pouco mais de dois minutos,  e lembrou a sessão no plenário da última terça-feira, quando, pela primeira vez, senadores da base aliada - incluindo senadores petistas - fizeram coro com a oposição e pediram a sua saída da presidência.   "Com isso (o licenciamento) , contribuo definitivamente para evitar constrangimentos como as que aconteceram na sessão de 9 de outubro. Enfrentarei os processos como fiz até agora, não lancei mãos das prerrogativas do Senado, minha trincheira de luta, sempre fui convicto de que prevalecerá a verdade, como aconteceu na minha absolvição.Reafirmo que enfrentarei os processos como fiz até agora à luz do dia".   Renan é o segundo presidente da Casa a se licenciar do cargo por conta de denúncias por quebra de decoro parlamentar. O primeiro foi o ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em julho de 2001, sob a acusação de se beneficiar de desvios de recurso do Banpará. Dois meses depois, antes que fosse aberto processo no Conselho de Ética, Jader renunciou ao mandato.   Outros senadores que renunciaram foram José Roberto Arruda (DEM-DF), Joaquim Roriz (PMDB-DF) e Antônio Carlos Magalhães (DEM-PA), morto este ano.     No final do seu discurso, Renan disse que o "poder é transitório e a honra, permanente" e agradeceu sua família e colegas do Senado, que, segundo ele, sempre deram "forças".   "Confio no povo de Alagoas, colegas do senado e daqueles que mesmo sem me conhecer, me deram forças ate agora. A esses, certamente não decepcionarei. Aguardarei que a verdade e justiça prevaleçam.

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