Licença de Renan 'dá tranqüilidade' aos senadores, diz Viana

Presidente interino diz que licença é 'legítima e pessoal'; Senador alagoano ficará mais 35 dias afastado do cargo

Cida Fontes, do Estadão

21 de novembro de 2007 | 16h21

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse nesta quarta-feira, 21, que a renovação do pedido de licença do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é um gesto que mostra "que ele aguarda o julgamento de seus pares para tomar uma decisão definitiva". Segundo ele, a renovação da licença "dá tranqüilidade" à oposição e à base aliada para examinar com calma o processo contra Renan.Ele definiu como pessoal e legítima a decisão de Renan de renovar sua licença.  Veja também:  Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  CPMF e caso Renan serão votados em dezembro, diz Tião Viana  Entenda a cobrança do imposto do cheque  Renan renova licença da presidência até 29 de dezembro Viana disse também  que acredita no cumprimento dos prazos regimentais para votar ainda este ano a proposta de emenda constitucional que prorroga até 31 de dezembro de 2011 a DRU e a CPMF e o Orçamento de 2008. "Temos prazo regimental para votar CPMF neste exercício", afirmou ele descartando a proposta de autoconvocação do Senado no período de 22 a 31 de dezembro para votar orçamento e prorrogação de DRU e CPMF. Nesta manhã, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu a autoconvocação para que seja concluída a votação da emenda constitucional em dois turnos. A expectativa de Jucá é votar a CPMF em primeiro turno entre os dias 12 e 14 de dezembro e, 15 dias depois, o segundo turno. Por sua vez, senadores da oposição vão tentar esticar ao máximo a votação e, inclusive, levá-la para 2008.  Se isso acontecer, o governo terá perdas financeiras, pois não contaria com a arrecadação do chamado imposto do cheque já estimado no Orçamento do ano que vem. Apesar da desarticulação da base do governo, Jucá mostra-se otimista. Ele acha que hoje os governistas estarão em plenário para desobstruir a pauta e começar a contar prazo de cinco sessões destinado à discussão da emenda da CPMF. A proposta foi aprovada há nove dias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não pode entrar em discussão porque a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias (MP).   

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