Licença de Renan ajuda Senado a voltar ao normal, diz oposição

Presidente do Senado se afasta do cargo por 45 dias; em seu lugar, fica o senador petista Tião Viana

CIDA FONTES, Agencia Estado

11 de outubro de 2007 | 20h22

Mesmo considerando uma decisão tardia, os principais líderes da oposição foram unânimes em dizer que a licença de Renan Calheiros (PMDB-AL) ajudará a retomada da normalidade do Senado, desanuviando o clima de tensão que já dura cinco meses. No entanto, negam ter participado de algum acordo com o peemedebista para livrá-lo da cassação quando os processos por quebra de decoro parlamentar forem julgados pelo plenário.   Veja também:     Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Ouça a íntegra do pronunciamento de Renan     Na noite de quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), conversou com líderes do PSDB e do DEM para sondar sobre a possibilidade de Renan se licenciar do cargo ou renunciar à presidência, uma segunda proposta que teria maior aceitação entre os senadores da oposição.     O senador José Agripino (DEM-RN) negou que tivessem feito qualquer acordo com Jucá, afirmando que a licença estava cogitada, mas que ninguém sabia quando seria formalizada. "A licença é um pacto entre Renan e o Planalto", disse.     "Não temos compromisso com este desfecho e a decisão não gera nenhum compromisso do partido com Renan", enfatizou Agripino. "De nossa parte não haverá acordo para que ele escape. O que queromos é que seja a aplicação da lei", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que teria sido alvo de Renan numa operação frustrada de arapongagem.     Em troca da licença, segundo o líder do DEM, o senador alagoano terá apenas o apoio dos votos de governistas aos processos que estão tramitando no Conselho de Ética e serão levados ao plenário.     "Foi uma decisão tardia", completou o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM). "Espero que sirva para desanuviar o clima tenso no Senado", disse o tucano, acrescentando que o PSDB vai examinar o mérito dos processos "entendendo, sim, que houve quebra de decoro". " A sangria a que estava submetido o Senado assumia contornos dramáticos e de fato se mostrava insustentável a presença do senador à frente da Mesa Diretora".

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