Líbia não está 'completamente liberada', diz líder líbio

O líder líbio Mohammed Magarief disse que nem todas as áreas do país do Norte da África foram completamente "liberadas", um ano após a captura e morte do ditador Muammar Gaddafi.

ALI SHUAIB, Reuters

20 de outubro de 2012 | 10h49

A Líbia foi declarada "liberada" alguns dias após a morte de Gaddafi em 20 de outubro de 2011. Apesar de seus novos governantes terem levado o país às eleições, eles lutaram para impor sua autoridade em um país repleto de armas.

Falando na televisão líbia na noite de sexta-feira, o líder do congresso nacional destacou a cidade de Bani Walid, a cerca de 160 quilômetros ao sul de Trípoli, ex-reduto de Gaddafi que viu confrontos mortais nos últimos dias, com o exército lutando para impor ordem.

"A campanha para liberar o país não foi totalmente completa", disse Magarief.

Ele citou "atrasos" na formação do exército e da política e a falha no desarmamento e integração de ex-rebeldes.

"Essa falta de cuidado levou à propagação do caos que tem atraído o antigo regime a se infiltrar nas instituições do país do lado de dentro e a conspirar com os partidários do regime do lado de fora", disse Magarief.

"E o caos levou outros a sequestrar, roubar e a criar prisões não-legítimas. O que ocorreu em Bani Walid nos últimos dias caiu nisso... se tornou um porto seguro para um grande número daqueles que estão fora da lei."

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