Liberdade de imprensa piora no Brasil, diz organização

O Brasil ficou em 91º lugar no ranking de liberdade de imprensa organizado pela entidade internacional Freedom House, divulgado hoje. Com pontuação 46, o país foi classificado como "parcialmente livre", atrás de outros países latino-americanos como Peru, Chile e Uruguai. Noruega e Suécia dividiram a primeira colocação.

Agência Estado

01 de maio de 2013 | 20h44

O Brasil manteve a mesma colocação no ranking na comparação com 2012, mas a nota do país piorou, de 44 para 46. Segundo a metodologia da Freedom House, quanto mais próximo de 1, melhor. "O Brasil perdeu dois pontos, refletindo um aumento no número de jornalistas que foram assassinados durante o ano, juntamente com a influência de interesses políticos e empresariais no conteúdo da imprensa. Ações legais contra blogueiros e companhias de internet, além de propostas de leis sobre crimes cibernéticos, também geram ameaças para a liberdade da expressão", diz o relatório.

Paraguai e Equador entraram em 2012 na lista dos países "sem liberdade de expressão", segundo a Freedom House. O rebaixamento do Paraguai ocorre em função do impeachment de Fernando Lugo, enquanto no Equador a entidade cita "o ataque do presidente Rafael Correa conta a imprensa em várias frentes".

O rating é elaborado a partir da soma de três notas de avaliação: leis e regulamentos que influenciam o conteúdo de mídia; pressões políticas e controles sobre o conteúdo da mídia; e influências econômicas sobre o conteúdo de mídia. Para ser classificado como "livre", o país precisa alcançar nota entre 0 e 30. De 31 a 60, a nação é considerada "parcialmente livre". Uma nota entre 61 a 100 corresponde a "não livre".

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